7. Viver

Aspirar por uma elucidação teórica do fenômeno estético, por um conceito filosófico de arte, não significa de maneira alguma limitar o campo de jogo da imaginação criadora, fixando cânones, regras e preconceitos estéticos que venham depois tolher o impulso próprio da arte. Uma verdadeira compreensão da arte como fazer humano é somente aquela que liberte ainda mais o homem para a beleza, que o ponha em condições de ser mais artista, de sentir, ver e encarnar de forma mais profunda os valores próprios da beleza. – Vicente Ferreira da Silva

          Explorações práticas do ciclo:

  • Uso de novos instrumentos.
  • Reflexão: o impulso artístico segundo Vicente Ferreira da Silva.
  • Fazer viagens no cotidiano e fora dele.
  • Envio e recepção de material sonoro (músicas, rascunhos).
  • Do contrário: não viver.
  • O caso da Vicki Bennet (People Like Us)

Este ciclo é o mais longo do curso e dedica-se a anular os anteriores. Dito o que pudemos dizer sobre a criatividade, neste ciclo é hora de repousarmos na rotina de criação . Um famoso já disse ao mundo que arte é 99% transpiração e 1% inspiração, ou algo assim, e sabemos que essa é uma verdade limitada. É preciso viver, e não viver tentando alcançar a graça criativa, para se criar. Mesmo o artista mais metódico neste momento deve respeitar o acaso que lhe trará novas formas, novos materiais, novos assuntos e sentimentos a serem traduzidos em música. É o ciclo no qual se procura viver.